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Trabalhadores agrícolas (622)

Após impactar o Brasil mostrando as perversas consequências do uso de agrotóxicos em O Veneno está na Mesa, o diretor Sílvio Tendler apresenta no segundo filme uma nova perspectiva. O Veneno Está Na Mesa 2 atualiza e avança na abordagem do modelo agrícola nacional atual e de suas consequências para a saúde pública. O filme apresenta experiências agroecológicas empreendidas em todo o Brasil, mostrando a existência de alternativas viáveis de produção de alimentos saudáveis, que respeitam a natureza, os trabalhadores rurais e os consumidores.

As relações desumanas de direito, saúde, dignidade e trabalho, sob as quais os trabalhadores do agronegócio da cana-de-açúcar estão submetidos no corte da cana e nas usinas canavieiras, foram expostas durante a sessão científica do Grupo Direitos Humanos e Saúde da ENSP, na quinta-feira (3/5). A atividade marcou o lançamento do documentário Conflito, dirigido por José Roberto Novaes, e comoveu o público pela dura realidade e alta exploração do trabalho, a partir do depoimento da diretora da Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo (Feraesp), Carlita da Costa.

O Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP/Fiocruz) promoverá, na quarta-feira, 22 de agosto, a webconferência Agrotóxicos e saúde humana, com Luiz Cláudio Meirelles, pesquisador em Saúde Pública do CESTEH...

O médico, professor e pesquisador do Núcleo de Estudos Ambientais e Saúde do Trabalhador (Neast) da Universidade Federal de Mato Grosso, Wanderlei Pignati – que também é membro do Grupo Temático Saúde e Ambiente da Abrasco – participou de uma Audiência Pública realizada no Auditório da OAB, em Cuiabá...

Contribuir para a melhoria das condições de vida, trabalho e ambiente em setores do agronegócio. Essa é a proposta dos documentários Linha de corte e Nuvem de veneno, produzidos pela VideoSaúde – Distribuidora da Fiocruz.

Os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) tem como uma de suas prioridades as ações de vigilância em saúde do trabalhador como articulador das intervenções nas relações entre o processo de trabalho e a saúde. Com o crescimento da indústria sucroalcooleira no Estado de São Paulo, o consequente aumento dos postos de trabalho desse setor, e os riscos à saúde existentes nesse ambiente laboral, torna-se absolutamente necessária a intervenção do Sistema Único de Saúde (SUS), em parceria com outras instâncias governamentais, no controle dos riscos e na assistência integral à saúde desses trabalhadores. Este estudo relata a experiência do Cerest de Bauru durante as ações de vigilância em saúde do trabalhador do setor canavieiro...

O Centro de Referência Estadual de Saúde do Trabalhador na Paraíba (Cerest-PB), no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde (SES), dando continuidade às atividades alusivas ao Dia Mundial de Saúde e Segurança no Trabalho e em memórias as vítimas de acidente de trabalho, realizará no dia 26 de abril um ato público no Ponto de Cem Réis, das 8h as 14h, onde será ofertada uma ciranda de serviços com tendas de oficinas, filmes, palestras e serviços de saúde voltados para o trabalhador.

Resumo O presente trabalho destaca a análise do processo de trabalho do cortador da cana-deaçúcar na região nordeste do Estado de São Paulo, Brasil, buscando apreender os seus padrões de desgaste-reprodução.

Os trabalhadores ingerem de 5 a 10 litros de água/dia e a diluição dos repositores eletrolíticos foi inferior à adequada. A alimentação durante a safra não garantia a segurança alimentar e nutricional. A alimentação foi monótona, conservada e consumida em temperatura inadequada, e incompatível com os hábitos culturais, gerando desperdício e redução do consumo alimentar. Os trabalhadores relataram dores e câimbras no decorrer da jornada. As pausas para descanso foram insuficientes. O pagamento pela quantidade de produção, o processo de trabalho e as práticas de pagamento foram considerados determinantes da situação de precariedade ampla a que estes trabalhadores estavam submetidos. O trabalho no corte manual de cana é extenuante e o pagamento por produção pode ser um agravante para a saúde, pois implica na redução das pausas para descanso. A alimentação e hidratação corretas poderiam minimizar o desgaste e as dores durante o trabalho.

Justiça do Trabalho de Matão (SP) proíbe que salário de cortadores de usina seja vinculado à quantidade de cana colhida. Para MPT, decisão pode levar empresas do setor a reverem práticas trabalhistas

Em uma decisão considerada inédita no país, a Justiça do Trabalho de Matão, município canavieiro localizado no norte de São Paulo, proibiu uma usina sucroalcooleira de vincular o salário de seus cortadores à quantidade de cana colhida por eles.