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Este Diretor Geral de Saúde em atenção às questões formuladas como parte da entrevista da Revista Ciência & Saúde Coletiva da Fundação Oswaldo Cruz presta as seguintes informações:

(1) Coloque seu nome, patente e função que exerce na Polícia.

Resposta: Coronel Médico da Polícia Militar Alberto Alves Borges, Diretor Geral de Saúde da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

(2) Explique, resumidamente, exatamente a que corresponde essa função (tendo em vista que a maioria da população não conhece o funcionamento hierárquico da Polícia).

O Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli (Claves/ENSP) desenvolve estudos com a finalidade de investigar os impactos das condições de trabalho no processo de adoecimento e morte dos policiais. Este foi o foco da exposição da pesquisadora Patrícia Constantino, em 14/10, durante sessão científica.

A greve de policiais civis e militares e de bombeiros na Bahia - e uma tentiva frustrada no Rio de Janeiro - parece ser fruto de um processo histórico que vem desgastando a credibilidade desses profissionais junto à população - por meio da formação de uma imagem de ineficácia da sua atuação e de uma atuação corrupta - e também pelo desgaste da crença desses profissionais na possibilidade de obter condições dignas de trabalho, com melhores salários, equipamentos adequados, melhor formação e atenção aos seus problemas de saúde.

O programa Outro Olhar apresenta a cobertura especial feita na audiência pública do Tribunal Regional do Trabalho, realizada pela Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (EJ1) em 31 de julho de 2015.

O volume 18, número 3 da revista  Ciência e Saúde Coletiva trata de um tema que vem sendo explorado há alguns anos pelo Centro Latino-Americano de Estudos de Violência Jorge Carelli (Claves/ENSP): as condições de vida, saúde e trabalho dos profissionais de segurança pública. O editorial da publicação, assinado pela pesquisadora Edinilsa Ramos, aborda a saúde dos profissionais de segurança pública. A atual edição traz um debate com a coordenadora do Claves e editora da revista, Cecília Minayo, e mais de cinco artigos temáticos que abordam diversos aspectos do tema, entre eles: trabalho, estresse, sofrimento psíquico, percepção de risco e consumo de substâncias ilícitas.
 

Se você assistiu ao filme Tropa de Elite, faça um exercício de memória: cite, de cabeça, três ou quatro características do personagem principal da trama, o Capitão Nascimento. Muito provavelmente, você lembrou do policial durão, incorruptível, violento, dado a tiradas sarcásticas. Frágil, debilitado, confuso não parecem combinar com o personagem que veio a se tornar um dos mais populares do cinema nacional.

Até que ponto os desgastes físicos e mentais do trabalho interferem na saúde dos policiais militares do Rio de Janeiro? De acordo com um grupo de pesquisadores do Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Carelli (Claves/ENSP), uma série de situações relacionadas à sobrecarga de trabalho, aos constantes riscos submetidos e às relações tensas e conflituosas da profissão podem ocasionar significativa interferência.

Por: Maria Cecilia de Souza Minayo

Dentre os assuntos tratados pela mídia a partir da divulgação do Anuário de Segurança Pública de 2013, destaco um ainda não tocado: a pessoa do policial. Não falo dos policiais corruptos que cruzam a linha tênue entre o crime e sua coerção. Refiro-me à maioria dos 675.996 policiais do país e especificamente aos quase 60 mil do Estado do Rio de Janeiro.

Sob a farda, um corpo de carne e osso, sujeito a tiros e outras formas de violência, que adoece e envelhece como qualquer um; sob o capacete, uma cabeça que pensa, sente e, às vezes, pifa. Eis o policial, agente do estado que muitas vezes nos acostumamos a ver como um autômato cumpridor de ordens. É ele o foco do curso do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana que começa na próxima segunda-feira (13/10), na ENSP.

O Curso de Especialização em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, promoverá, nos dias 2 e 3 de junho, o seminário de encerramento da turma voltada para os profissionais que cuidam da saúde dos policiais civis e militares do Estado do Rio de Janeiro, criada por intermédio da parceria com a Secretaria de Estado de Segurança do Rio de Janeiro.