A RBSO convida para o evento de lançamento da edição nº 125 (vol. 37), dossiê temático: Trabalho, saúde e meio ambiente na agricultura:interações, impactos e desafios à segurança e saúde do trabalhador, dia 07 de novembro de 2012.
Na ocasião serão apresentados dois momentos de interlocução com autores que participam com conteúdos publicados no dossiê temático constante desta edição.
Haverá ainda a projeção de filme, cuja resenha também faz parte da edição de lançamento, em atividade seguida de breve relato do autor, diretor e produtor do documentário exibido.
Este estudo procura avaliar as características do trabalho rural no município de Teresópolis, procurando encontrar associações entre variáveis que indicam o uso indevido de agrotóxicos e a intoxicação por esse tipo de produto entre aplicadores de agrotóxicos. Adicionalmente, pretende-se criar subsídios à discussão das práticas de regulação ao uso desses produtos.
A pesquisadora do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), Larissa Mies Bombardi, esteve na ENSP, na segunda-feira, 26 de agosto, pra apresentar seu estudo de pós-doutorado sobre a Geografia do uso de agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia. Bombardi apresentou um levantamento exaustivo de dados, sem precedentes, sobre consumo de agrotóxicos no Brasil e fez um paralelo com o que acontece na União Europeia. O Atlas contém mais de 200 páginas com infográficos que esmiúçam, quantificam e facilitam a compreensão dos impactos dos agrotóxicos no país.
O presidente da Fundação Oswaldo Cruz, Paulo Gadelha, e o diretor da Escola Nacional de Saúde Pública, Hermano Castro, receberam, na quarta-feira (19/3), o membro da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stedile. O encontro marcou a oficialização do Mestrado Profissional em Trabalho, Saúde, Ambiente e Movimentos Sociais, um curso da ENSP/Fiocruz que faz parte da estratégia de implementação da Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo e da Floresta (PNSIPCF).
"Passados quase trinta anos da Lei dos Agrotóxicos, idade semelhante à da chamada Constituição Cidadã de 1988 e das Leis Orgânicas de Saúde aprovadas em 1990 que regulamentaram o Sistema Único de Saúde (SUS), vivemos um retrocesso civilizatório." Assim se refere o pesquisador Marcelo Firpo ao Projeto de Lei (PL) nº 6.299/2002, denominado de Pacote do Veneno, em seu artigo publicado no Cadernos de Saúde Pública.
Rentabilidade e garantia de venda fazem agricultor se manter no cultivo. Agricultores pioneiros desafiam o senso comum e acham alternativas.
Muito se fala sobre as doenças provocadas pelo cigarro aos fumantes, mas poucos sabem que ele pode causar problemas de saúde nos agricultores que lidam com a planta no campo. O simples contato com as folhas do tabaco pode intoxicar uma pessoa.
Após impactar o Brasil mostrando as perversas consequências do uso de agrotóxicos em O Veneno está na Mesa, o diretor Sílvio Tendler apresenta no segundo filme uma nova perspectiva. O Veneno Está Na Mesa 2 atualiza e avança na abordagem do modelo agrícola nacional atual e de suas consequências para a saúde pública. O filme apresenta experiências agroecológicas empreendidas em todo o Brasil, mostrando a existência de alternativas viáveis de produção de alimentos saudáveis, que respeitam a natureza, os trabalhadores rurais e os consumidores.
As intoxicações por agrotóxicos são processos patológicos caracterizados por desequilíbrio fisiológico com manifestações variadas de acordo com a classe das substâncias, e podem ser apresentadas de forma aguda e crônica, com manifestação de forma leve, moderada ou grave, a depender da quantidade da substância química absorvida, do tempo de absorção, da toxicidade do produto, da suscetibilidade do organismo e do tempo decorrido entre a exposição e o atendimento médico.