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CEREST-CG acompanhará investigações para saber causas de acidente na empresa ASA Indústria e Comércio Ltda l

CEREST Regional de Campina Grande - qua, 08/08/2018 - 16:39

O Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador de Campina Grande – CEREST-CG, notificará o acidente ocorrido na empresa ASA Indústria e Comércio Ltda, onde aconteceu um rompimento de um silo de milho, na manhá desta quarta-feira, 18, deixando duas vítimas soterradas, tendo uma delas ido a óbito. Após o acidente na empresa, localizada na Avenida Almeida Barreto, em Campina Grande, o CEREST encaminhou ao local um engenheiro de segurança do trabalho, que juntamente com profissionais de outros órgãos, como Ministério do Trabalho e Emprego e o CREA, acompanharam o trabalho das equipes de resgate (Bombeiros e SAMU). O CEREST-CG, além de notificar o acidente junto ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), para as providências posteriores, acompanhará as investigações com os demais órgãos envolvidos, com o objetivo de identificar as causas que provocaram o rompimento do silo com milho, resultando no soterramento dos trabalhadores.
Texto: Ascom - CEREST-CG
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INSS reduz concessão de benefícios por acidente de trabalho e morte na região de Sorocaba (SP)

CEREST Pindamonhangaba - qua, 08/08/2018 - 14:43
As concessões de benefícios por acidentes ou doenças adquiridas no trabalho tiveram queda de 41% em cinco anos em Sorocaba (SP) e região. Em 2013 foram 4.924 benefícios ante 2.892 em 2017. A pensão por morte devido a acidente de trabalho diminuiu 73%, indo de 15 para 4 no mesmo período. As quedas seriam por maior uso de equipamentos de segurança e também maior rigidez por parte do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para conceder os benefícios. A aposentadoria relacionada à invalidez por acidente de trabalho praticamente se manteve estável: de 106 foi para 103. De acordo com a assessoria de imprensa do INSS, os números regionais abrangem as agências da Previdência Social nas cidades de Apiaí, Boituva, Cabreúva, Capão Bonito, Guapiara, Itapetininga, Itapeva, Itararé, Itu, Piedade, Pilar do Sul, Porto Feliz, Salto, Salto de Pirapora, São Miguel Arcanjo, São Roque, Sorocaba, Tatuí e Votorantim. O INSS informa que não é feito um levantamento para apontar em qual setor ocorre mais afastamentos. Também não há pesquisa para saber os motivos. Porém, de acordo com o economista e professor Adilson Rocha, o que se observa é que as empresas investem mais em segurança do trabalho, tanto ao oferecer equipamentos de proteção como na realização de reciclagem e treinamento. "Hoje se o funcionário ficar parado, para a empresa o custo é maior. Então para ela é importante que ninguém se machuque. Além do que, isso também evita processos posteriores", diz Rocha. Outro ponto observado pelo economista é que a União está sem dinheiro, sem recursos, então a concessão de afastamento por acidente de trabalho ou aposentadoria por invalidez ficou mais difícil. "O INSS tem grau de critério mais rigoroso do que no passado, então só está concedendo em casos muito graves. Tentam segurar o máximo que puderem para que a pessoa não se afaste", avalia o economista. 
Já sobre os motivos de afastamento, ele lembra que anteriormente havia muitos casos relacionados à Lesão por Esforço Repetitivo (LER). "Atualmente, o que a gente percebe é muita gente recorrendo ao INSS por síndrome do pânico, estresse, problemas de ordem neurológica." Nesses casos, observa Rocha, é difícil comprovar, por isso há uma exigência maior para "encostar" nesse tipo de paciente. "Infelizmente o sistema acaba penalizando quem está doente por conta de pessoas que tentam burlar. Antes a gente via casos em que a pessoa estava bem, e mesmo assim conseguia afastamento, então o governo acabou tendo de adotar esse tipo de medida", analisa. 
2018 Se nos últimos cinco anos -- de 2013 a 2017 -- houve queda de 73% na pensão por morte devido a acidente de trabalho, indo de 15 para 4, em 2018 novos dados contrariam a tendência. Segundo o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador de Sorocaba (Cerest), de janeiro a 19 de junho deste ano, foram seis mortes. O número no primeiro semestre de 2018, portanto, já ultrapassou todo o ano passado. De acordo com o Cerest, as mortes no trabalho ocorrem de diversas maneiras, como contusões graves por quedas de altura, colisão ou prensamento por objetos diversos e máquinas. O órgão afirma que faz a investigação dos acidentes, com ou sem mortes, e prepara a comunicação de acidente de trabalho quando a mesma não é feita pela empresa. Em entrevista ao Cruzeiro do Sul no mês passado, quando os dados foram divulgados, o coordenador do Cerest e médico do Trabalho, Paulo Cordeiro, disse que as mortes por acidente de trabalho na cidade estão aumentando e que "aparentemente" os trabalhadores e as empresas parecem estar sendo omissos e displicentes em relação às normas de segurança.
Fonte: https://www.jornalcruzeiro.com.br/materia/909494/inss-reduz-concessao-de-beneficios-por-acidente-de-trabalho-e-morte-na-regiao
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Em Santa Catarina, as maiores vítimas de acidentes de trânsito no trabalho são motociclistas

CEREST Pindamonhangaba - qua, 08/08/2018 - 13:50
Os motociclistas de Santa Catarina são os que mais morrem por acidentes de trânsito relacionados ao trabalho no estado. Os dados são de um levantamento inédito realizado pelo Ministério da Saúde com os dados dos Sistemas de Informação de Agravo e Notificações (SINAN) e do de Mortalidade (SIM). O estudo apontou 334 óbitos dos trabalhadores em duas rodas, entre os anos de 2007 e 2016. Contando com todos os tipos de transportes, Santa Catarina registrou 1.194 mortes no mesmo período. Para chegar a esta constatação, foram considerados os acidentes ocorridos quando o trabalhador tem uma função que envolve locomoção ou quando estava indo ou voltando do local de trabalho.   Em onze anos, o número de notificações de acidentes de transporte relacionados ao trabalho, em Santa Catarina, foi de 4.186. Os anos de 2015 (963) e 2016 (1.068) foram os que apresentaram os maiores números de notificações para um único ano. Em 2017, os índices caíram 34,7% no estado, sendo registrados 697 acidentes quando comparados ao ano de 2016.Em toda a região Sul, foram registradas 4.263 mortes, sendo 873 de motociclistas e 805 de motoristas de carros - as maiores vítimas. Quando falamos em acidentes, a região Sul foi a quarta com maior número de registros. Foram 16.425 acidentes entre os anos de 2007 e 2016, tendo o seu pico nos de 2015 (2.899) e 2016 (3.379). Em 2017, a região teve redução de 41,7% nas notificações, com 1.967 registros quando também comprado ao ano anterior.Acidentes de trânsito relacionados ao trabalho no Brasil
No Brasil, o estudo trouxe que, oito em cada 10 acidentes de trânsito relacionados ao trabalho foram sofridos por homens. Por faixa etária, os jovens com idades entre 18 e 29 anos foram as maiores vítimas (40,1%) e quase metade desses acidentes ocorreram nos estados da região Sudeste (47,5%). Quando falamos em lesões, o Sinan registrou que 22,5% delas foram ocorridas em membros inferiores e 15,7% nos superiores. Desses acidentes, 63% evoluíram para incapacidade temporária.O coeficiente de mortalidade, no Brasil, por acidentes de transporte relacionados ao trabalho foi de 1,5 óbito a cada 100 mil. Entre os estados, destacam-se Rondônia (4,9), Mato Grosso (4,3), Paraná (3,2) e Santa Catarina (3,1). De acordo com o Ipea, essas regiões possuem fatores que contribuem para esse destaque como maior produto interno bruto (PIB), maior concentração de riquezas, de número de veículos motorizados e de viagens refletem no maior volume de tráfego e de acidentes nesses estados.
Ações de vigilância e prevençãoA partir de cooperações com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), monitoramento pela Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast) e Desenvolvimento do Projeto-vida-no-trânsito, a partir de 2010, o Ministério da Saúde tem conseguido priorizar a intervenção nos fatores de risco para acidente de trânsito, como o consumo de bebida alcoólica e velocidade inadequada para a via, além de priorizar determinados grupos de vítimas, como os motociclistas, a partir das análises de situação. Importantes avanços para a prevenção de acidentes de trânsito estão sendo obtidos no país, a partir da implementação da Política Nacional sobre o álcool, por meio do Decreto nº 6.117/2007, que contempla, entre suas diretrizes, o tema “associação álcool e trânsito”, e da alteração do Código de Trânsito Brasileiro, por meio da Lei nº 11.705 (“Lei Seca”), instituída em 2008.Outra ação que conta com a participação do Ministério da Saúde e que tem contribuído para a conscientização da população no trânsito é o Rodovida. Os trabalhos começaram em 22 de dezembro de 2017 e foram concluídos em 18 de fevereiro deste ano, período em que foram contabilizados 2.930 feridos graves, contra 3.012 no ano anterior.
Saúde do TrabalhadorA Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (RENAST) foi criada em 2002, pela Portaria 1.679, com objetivo de disseminar ações de saúde do trabalhador, articuladas às demais redes do Sistema Único de Saúde. Fazem parte desta Rede os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST), que têm como objetivo realizar apoio para o desenvolvimento das ações de saúde do trabalhador em todos os níveis de atenção, bem como executar ações de fiscalização, investigação e análise de causalidade entre o trabalho e o adoecimento. No Brasil, atualmente existem 214 centros habilitados, sendo 27 estaduais e 187 regionais.Em 2012, a fim de fortalecer as ações em saúde do trabalhador, o Ministério da Saúde publicou a Portaria 1.823, com ênfase na Atenção Integral à saúde, na Vigilância, na Promoção e Proteção da saúde do trabalhador e na Redução da morbimortalidade, a partir da análise dos modelos de desenvolvimento e processos produtivos.
Fonte: http://www.portaldailha.com.br/noticias/lernoticia.php?id=44122
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Cerest Marília ganha prêmio em evento nacional do SUS

CEREST Regional de Marília - qua, 08/08/2018 - 12:19

O CEREST Marília vem compartilhar com todos vocês, nossa alegria pela premiação que recebemos como MELHOR EXPERIÊNCIA EM VIGILÂNCIA EM SAÚDE NO MUNICÍPIO da 15° amostra: "Aqui tem SUS" no 'Congresso Nacional de Secretarias de Saúde', ocorrido em Belém/PA em julho.

O trabalho premiado: "Cerest Regional Marília em ação: uma ação intersetorial em saúde mental e trabalho", autoria de Daniela Maia e  Luciana Caluz, trata de uma intervenção do CEREST Marília em uma empresa que praticava Assédio Moral e diversas infrações do ponto de vista da Saúde e Segurança em ambiente laborais. A intervenção e posterior reavaliação constatou a eficácia da intervenção realizada, promovendo mais saúde e segurança aos trabalhadores da empresa.

É isso pessoal, sigamos, abraSUS!

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Solidariedade com a Terra - A Tribuna - Rondonópolis

Conferências de Saúde do Trabalhador - qua, 08/08/2018 - 02:48

A Tribuna - Rondonópolis

Solidariedade com a Terra
A Tribuna - Rondonópolis
O principal objetivo dessa conferência é fortalecer os objetivos estabelecidos no Acordo de Paris no ano de 2015. Que os líderes mundiais possam tomar as mais acertadas decisões, iluminados pela Vontade de Deus. Sem solidariedade com a própria ...

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Campanha 2018: saúde dos bancários pede socorro - Sindicato dos Bancários SP

Conferências de Saúde do Trabalhador - seg, 06/08/2018 - 15:39

Campanha 2018: saúde dos bancários pede socorro
Sindicato dos Bancários SP
... de 1.200 pontos. Após o fechamento da agência, me deslocava até a tesouraria para ajudar no fechamento, abastecendo caixas eletrônicos, conferência de altas quantias de numerário, totalizando mais de nove horas de trabalho e muitas vezes sem almoço ...

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Municípios da região de Carajás (PA) são capacitados sobre Saúde do Trabalhador

CEREST Pindamonhangaba - seg, 06/08/2018 - 15:08
Na quarta-feira (1º de agosto), nas dependências da Universidade do Estado do Pará (UEPA), um grupo de servidores da Saúde de Marabá e de outros 16 municípios de abrangência do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) Polo Carajás, com sede nesta cidade, iniciaram o primeiro módulo da capacitação em “Vigilância em Saúde do Trabalhador com ênfase nos ambientes e processos do trabalho”, objetivando torná-los multiplicadores da temática e das práticas junto as suas bases.O curso que será ministrado em dois módulos, prosseguiu nesta primeira etapa até sexta-feira (03 de agosto), enquanto o segundo módulo será apresentado nos dias 04 e 05 de setembro/2018.Nesta primeira fase, o palestrante Alexandre Jacobina, técnico em Segurança do Trabalho e Gestão Ambiental (aposentado do Ministério da Saúde) tratou, dentre outros temas, das bases legais da saúde do trabalhador; principais instrumentos normativos que respaldam as ações integradas da Vigilância em Saúde do Trabalhador (Visat), aspectos teóricos/conceituais, organização, estrutura, funções e estratégias.
No segundo dia (02 de agosto), a temática foi voltada à Vigilância de Ambientes e Processos de Trabalho: Metodologia do mapeamento de riscos, instrumental e objetivo; métodos de identificação e análise de riscos ocupacionais; medidas de prevenção e proteção, dentre outros.O terceiro dia (03) foi reservado, pela manhã, a estudos de casos e, à tarde, relatórios técnicos e ação prática da Visat, realização de inspeções técnicas em empresas de diversos ramos produtivos e elaboração dos respectivos relatórios técnicos para apresentação no módulo II, em setembro.
Fonte: http://www.folhadobico.com.br/08/2018/maraba-municipios-de-carajas-sao-capacitados-sobre-saude-do-trabalhador.php
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Número de empregadores informais cresceu 56% nos últimos dois anos

CEREST Pindamonhangaba - seg, 06/08/2018 - 12:18
Reportagem exibida no canal de TV Globo, anuncia que o número de empregadores informais cresceu 56% nos últimos dois anos no Brasil.
E refere que o aumento foi bem maior do que o de empregadores formais, que cresceu 10% no mesmo período.

Assista à reportagem completa em: https://globoplay.globo.com/v/6924196/programa/
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Carro explode em concessionária e mecânico fica ferido em Brasília

CEREST Pindamonhangaba - seg, 06/08/2018 - 12:13
Um carro explodiu dentro de uma concessionária, na 503 Norte, em Brasília (DF), por volta das 9h30 desta segunda-feira (6). O mecânico Lincoln Alves, de 47 anos, ficou ferido e foi levado ao Instituto Hospital de Base do DF pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.À corporação, ele contou que, ao levantar o veículo – um Fox vermelho –, por meio de um elevador da oficina, para fazer a manutenção do sistema de ar condicionado do automóvel ocorreu a explosão. Com o impacto, vidros da concessionária ficaram estilhaçados.Segundo os bombeiros, o mecânico apresentava um corte na cabeça e no peito e foi encaminhado consciente à unidade de saúde. Ao todo, 15 militares e três carros da corporação foram deslocados para a ocorrência.Funcionários da loja disseram que a montadora responsável pelo carro – Volkswagen – foi acionada. Eles relataram ter ouvido um estrondo no momento da explosão e contam que o "chão tremeu".A concessionária disse que vai esperar o carro passar por uma vistoria, para avaliar o que causou o acidente, antes de se pronunciar. 
Fonte: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2018/08/06/carro-explode-em-concessionaria-e-mecanico-fica-ferido-em-brasilia.ghtml
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Seminário sobre prevenção de explosões e áreas classificadas

CEREST Pindamonhangaba - seg, 06/08/2018 - 11:57
Nos dias 5 e 6 de setembro de 2018, a Fundacentro e a ABPEx realizam o Seminário sobre prevenção de explosões e áreas classificadas.O evento que acontece das 9h às 16h no dia 5, e das 9h às 12h no dia 6, terá como temas principais, a “Introdução e histórico das áreas classificadas e certificação”; Gerenciamento dos riscos de explosões; Tipos de explosões, características e consequências; Explosões de poeiras e silos; Conscientização sobre SST com nitrato de amônio e outros.Fernando Sobrinho, engenheiro e especialista na área da Segurança Química, reforça a importância do tema destacando a classificação de áreas como uma medida intrínseca de engenharia usada na fase de projeto para a prevenção de incêndios e explosões e que requer investimentos, capacitação e certificação de profissionais e equipamentos.O palestrante observa que a prevenção de explosões no Brasil requer investimento em capacitação, aprimoramento e aplicação da legislação. Atualmente, os modelos de prevenção são regidos pelas normas especificas da ABNT e a NR 20 do Ministério do Trabalho, mas Sobrinho lembra que substâncias, como o nitrato de amônio, não estão devidamente contempladas pelas normas regulamentadoras.
Além da Fundacentro, estarão presentes palestrantes da Academia Brasileira para Prevenção de Explosões Helio Rodrigues (ABPEx), Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos (ABENDI) e Fike Corporation.No dia 6, haverá sessão de perguntas e debates entre palestrantes e platéia.Inscrições e informações poderão ser obtidas pelos telefones (11): 3066.6323 e 3066.6368, ou e- mail: sev@fundacentro.gov.br
Veja folder do evento:http://www.fundacentro.gov.br/Arquivos/sis/EventoPortal/AnexoConteudoProgramatico/FOLDER%2001.pdf
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Problemas físicos e psicológicos têm afastado professores das salas de aula em Alagoas

CEREST Pindamonhangaba - seg, 06/08/2018 - 07:17
A falta de condições de trabalho associada a situações extenuantes levam os profissionais da educação a um esgotamento quase que total de sua força de trabalho. Em uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores de Educação (CNET) até pouco tempo atrás a doença campeã no afastamento de professores eram aquelas relacionadas a voz, onde os docentes eram licenciados de seus cargos para realizar tratamentos vocais, que poderiam durar muito ou pouco tempo dependendo da gravidade da doença.No entanto, o universo escolar adquiriu novos quadros patológicos. De acordo com um levantamento feito pelo Sindicato de Professores de Alagoas (SINPRO/AL), os casos de afastamento mais recorrentes são aqueles que apelam tanto para os problemas físicos quanto para os psicológicos, muitos deles relacionados a condições de trabalho extremamente perigosas ou síndromes associadas a casos graves de depressão e estresse.Somente em 2017 foram registradas cerca de 25 denúncias de assédio moral em Alagoas contra apenas 8 do ano anterior, uma situação bastante alarmante, pois mesmo que o número de denúncias tenha triplicado de um ano para o outro os casos sub-notificados ainda preocupam o sindicato.Fernando Sedrim (Diretor do Sinpro/AL) relata que as situações que levam os docentes a se afastar de suas funções têm várias causas que vão desde condições insalubres de trabalho até a síndrome de Burnout bastante conhecida da categoria. Em alguns casos os professores apresentam depressões tão graves que começam a demonstrar tendências suicidas. Para contornar a situação e auxiliar os professores na recuperação de sua saúde mental o Sinpro conta com o NAP- Núcleo de apoio psicológico, onde esses profissionais recebem o auxilio necessário para se re-estabelecer mentalmente.
Mas quando o sonho de ser professor se torna um pesadelo? Quem não se lembra do caso de agressão física a uma professora de Santa Catarina em agosto do ano passado, quando um adolescente de 15 anos a socou no rosto depois que ela chamou sua atenção na sala de aula? Ou da professora de Teresina que além de agressões físicas foi agredida verbalmente por uma adolescente de 16 anos? E aqueles casos onde os pais ameaçam os professores devido ao comportamento de seus filhos?Em 2013 durante uma pesquisa realizada pelo IBGE no Estado de Alagoas mais de 1.000 professores da rede pública disseram que já foram vítimas ou presenciaram agressões aos profissionais da educação, no ano de 2015 os relatos continuaram crescendo e em 2017 os reflexos da violência das ruas foram evidenciados nas salas de aula.  Somando aos casos que não são denunciados, de uma forma ou de outra os professores são agredidos continuamente, cada um com seus próprios relatos que exibem a indisciplina na sala de aula e falta de comprometimento com os profissionais da educação.Uma situação leva a outra e as crises emocionais carregadas por essa categoria, chegam a ser maiores que as físicas. Atualmente as redes de ensino se tornaram um lugar onde a educação é menos priorizada do que outras atividades sociais. Por muito tempo se questionou as condições de trabalho dos professores do Estado de Alagoas, que além de lidar com descaso de seus ambientes de trabalho, tem se tornado vítimas frequentes de agressões e assédio.As sucessões desses eventos levam cada vez mais professores a se ausentar das salas de aula, o lugar que deveria construir uma ponte para o futuro se tornou um cenário onde aqueles que um dia nos deram asas, param de voar. A estudante de pedagogia Denise Mendes destaca uma fase em sua vida acadêmica que o desejo de lecionar se tornou apenas um objetivo depois que ela vivenciou a luta diária de seus professores que se engajavam de diversas formas para passar para ela e seus colegas de classe parte de seu conhecimento e destaca sua preocupação com os problemas contínuos da docência.“É preocupante, ainda mais quando seus professores de graduação começam a se afastar por doenças que possivelmente poderiam ser evitadas, a depender da profissão, por trabalharmos fazendo várias coisas ao mesmo tempo e tendo que assumir uma sala de aula, as responsabilidades são enormes, gerando pressão e ansiedade ainda maior. ” Além desses fatores que são atenuantes na execução da docência outras situações comprometem a atuação dos professores no ambiente escolar e social.Um deles é a síndrome de Burneout ou Síndrome de Desistência como é comumente conhecida. Nessa doença o educador perde a vontade de lecionar e vai de distanciando da profissão aos poucos, em outros casos se destacam as doenças osteo-musculares que se agravam quando acontece uma repetição continua de movimentos, mais comum entre os professores que utilizam o quadro como principal auxiliar de seu trabalho.Para ajudar na conscientização acerca dos transtornos que afastam os professores da sala de aula o Sindicato de Professores de Alagoas em junção com o Ministério Público do Trabalho (MTP) lançaram em maio deste ano a Cartilha sobre a Síndrome de Burnout e Assédio Moral, que visa prevenir e informar sobre as problemáticas em questão.Em contrapartida a Secretaria do Estado da Educação (Seduc/AL), ressalta que até dezembro de 2017, 95 de seus profissionais estavam fora da sala de aula por causa de licenças médicas, número que representa apenas 1,3% do quadro de docentes da rede estadual de ensino. Apesar de não ter um denominador comum para o afastamento desses profissionais a Secretaria informa que todos os profissionais da rede estadual de Alagoas recebem os devidos acompanhamentos pelo Governo por meio da Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag).Para se distanciar da realidade obscura que atinge a docência, o Sindicato dos Trabalhadores de Educação de Alagoas (Siteal) criou um Grupo de Saúde do Trabalhador, o grupo tem como principal objetivo apoiar os profissionais que desenvolveram problemas de saúde em decorrência das atividades executadas em escolas de todo Estado.A professora, que prefere não se identificar, falou sobre os problemas de saúde que ela adquiriu durante a época que lecionou, relatou que os descasos na educação chegam a ser muito maiores quando a categoria não é tratada da forma que merece. “Apesar de ter conseguindo receber o benefício do INSS, eu senti todos os transtornos causados pelo simples ato de lecionar, os gritos, a indisciplina e a falta de respeito com os professores ainda fazem parte da cultura do brasileiro, eles não percebem que a nossa profissão forma as outras, tudo que precisamos é de apoio e respeito e o pior é que quando a gente tenta voltar eles não entendem que estamos doentes",  destacou ela.
Fonte: http://correiodopovo-al.com.br/noticia/2018/08/05/problemas-fisicos-e-psicologicos-tem-afastado-professores-das-salas-de-aula-em-alagoas
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Justiça do DF suspende produtos com glifosato e mais dois agrotóxicos

CEREST Pindamonhangaba - seg, 06/08/2018 - 07:13
A juíza substituta da 7ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal (SJ-DF) Luciana Raquel Tolentino de Moura concedeu na sexta-feira, 3 de agosto, tutela antecipada para que a União suspenda em 30 dias o registro de todos os agrotóxicos à base de glifosato (o mais utilizado pela agricultura brasileira, sobretudo nas lavouras de soja), de abamectina e de tiram até que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conclua os procedimentos de reavaliação toxicológica iniciada a dez anos.
Leia matéria completa em: https://www.valor.com.br/agro/5712387/justica-do-df-suspende-produtos-com-glifosato-e-mais-dois-agrotoxicos
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TV Al Jazeera faz reportagem sobre agrotóxico e usa casos brasileiros

CEREST Pindamonhangaba - seg, 06/08/2018 - 07:05
Uma reportagem sobre agrotóxicos foi ao ar na TV Al Jazeera, do Catar, um país árabe do Oriente Médio, e foram filmados casos de trabalhadores que adoeceram por manipulação de agrotóxicos no Brasil.Na reportagem, Maria Gerlene dos Santos viu seu marido, Vanderlei Matos da Silva, definhar devido a uma doença renal causada pela exposição aos agrotóxicos. Em 2008, após três anos trabalhando na armazenagem e mistura desses produtos na empresa multinacional Del Monte Fresh, produtora de frutas para exportação em Limoeiro do Norte, na Chapada do Apodi, Ceará, ele morreu. No ano seguinte ela entrou na Justiça, onde o caso chegou à última instância, com a empresa condenada à indenização.No mesmo ano ano, na mesma localidade, morreu o trabalhador rural José Valderi Rodrigues. Empregado da empresa Tropical Nordeste, ficava exposto à pulverização de agrotóxicos de camiseta, bermuda e chinelo. A viúva, Maria Conceição de Sousa, ainda luta na Justiça contra a empresa.Viúvas do Veneno, Maria Gerlene e Maria Conceição são as principais personagens de reportagem da TV Al Jazeera, do Catar. A reportagem foi ao interior do Ceará para mostrar exemplos do sofrimento que os agrotóxicos causam aos trabalhadores rurais, que utilizam os produtos como se regassem flores, e familiares de agricultores mortos.Casos que poderão se multiplicar com o afrouxamento da legislação para registro, produção, venda e utilização desses produtos – o Pacote do Veneno.Aprovado em Comissão Especial, o substitutivo do deputado ruralista Luiz Nishimori (PR-PR) – que também é ouvido pela reportagem – está pronto para entrar na pauta de votação pelo plenário da Câmara.
Fonte: http://cartacampinas.com.br/2018/08/tv-aljazeera-faz-reportagem-sobre-agrotoxico-que-tv-brasileira-se-recusa-a-fazer/
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Rede de hipermercados é proibida de restringir uso do banheiro por funcionários

CEREST Pindamonhangaba - seg, 06/08/2018 - 06:57
Proibir que um funcionário vá ao banheiro quando sentir vontade fere os princípios da dignidade da pessoa humana e os direitos da personalidade. Com esse entendimento, a juíza Ivana Meller Santana, da 5ª Vara do Trabalho de Osasco (SP), concedeu liminar para determinar que sete unidades do Carrefour parem de restringir o uso do banheiro pelos funcionários.Sete unidades da rede de hipermercados não podem mais utilizar fila eletrônica para funcionários usarem o banheiro.A ação civil pública foi ajuizada pelo Sindicato dos Comerciários de Osasco e Região (Secor) pedindo que a empresa pare de utilizar um sistema de fila eletrônica que obriga os operadores de caixa ou telemarketing a registrar seu nome e esperar sua vez de usar o banheiro.A entidade afirma que, em casos de extrema necessidade, os trabalhadores falam diretamente com seus supervisores para explicar o motivo da urgência. A empresa ainda emite alerta sobre a possibilidade de punição a quem desrespeitar a regra. O sindicato defendeu que a restrição ao uso do banheiro é uma forma de controle do corpo do trabalhador em violação à personalidade.Além de parar com o uso do sistema eletrônico, o Secor também pede que a rede divulgue os termos da liminar nos locais de trabalho e na intranet para “dar publicidade aos funcionários”. Nos autos, foram apresentados prints de uma lista da fila de espera para o uso do banheiro que contava com 29 pessoas aguardando a autorização.
A juíza Ivana Santana afirmou que a situação já foi levada ao Judiciário trabalhista diversas vezes, em ações individuais. Citando uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho, ela defendeu que a corte rechaça esse tipo de restrição, que afronta o princípio da dignidade da pessoa humana e os direitos da personalidade.“Este tempo de espera pode acarretar prejuízos à saúde do trabalhador. Isto sem relatar o constrangimento de precisar explicar ao monitor/supervisor as suas necessidades fisiológicas, eventuais problemas intestinais ou estomacais, os relativos ao ciclo feminino”, ressaltou a juíza. “Além do risco de um constrangimento maior, caso não chegue a vez do empregado, na fila, e ele não consiga se explicar ao supervisor a tempo.”Com isso, a magistrada deferiu o pedido de liminar e ressaltou que a empresa ré está também desrespeitando o item 5.7 da Norma Reguladora 17, Anexo II, que versa sobre a obrigatoriedade das companhias permitirem que os operadores saiam de seus postos a qualquer momento da jornada para satisfazer suas necessidades fisiológicas e que isso não pode ser utilizado como forma de represália ou desconto de remuneração.A decisão é válida para as unidades do supermercado onde o Secor atua: Barueri, Carapicuíba, Embu, Itapevi, Jandira, Osasco e Taboão da Serra. Em caso de descumprimento, a empresa deverá pagar multa de R$ 5 mil por trabalhador envolvido.Por outro lado, Ivana Meller Santana não autorizou a ampla divulgação interna da liminar. Isso porque, segundo seu entendimento, o ato poderia causar insegurança jurídica, uma vez que a decisão ainda pode ser revista até o trânsito em julgado.Para o presidente do sindicato, José Pereira da Silva Neto, a decisão encerra um constrangimento sofrido pelos funcionários. “Essa, com certeza, é uma importante vitória para os trabalhadores e trabalhadoras do Carrefour, que já estavam sendo flagrantemente constrangidos com as restrições do empregador no uso do banheiro. É um absurdo que uma empresa pense ter poder sobre as necessidades fisiológicas dos trabalhadores”, afirmou.Já o advogado que representa o Secor, Felipe Gomes da Silva Vasconcellos, da Advocacia Garcez, ressalta que a prática deveria ser banida em outros endereços. “A decisão se circunscreve à base territorial do SECOR. Todavia, se essa prática ocorre em outras localidades, no Brasil ou internacionalmente, é essencial que essa denúncia chegue a todos os locais de trabalho e, também, que os trabalhadores estejam conscientes da ilegalidade dessa prática.”
Fonte: https://www.conjur.com.br/2018-ago-05/hipermercado-proibido-restringir-uso-banheiro-funcionarios
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CERESTs da Paraíba analisam estatísticas de acidentes e doenças do trabalho

CEREST Pindamonhangaba - sex, 03/08/2018 - 14:58
Coordenadores dos Centros de Referência Estadual  e Regionais em Saúde do Trabalhador estiveram reunidos ontem, 02 de agosto, em Campina Grande (PB) para apresentação das estatísticas de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, relativas ao período de 2017 e primeiro quadrimestre deste ano. A reunião aconteceu no auditório do CEREST-CG.Especificamente na 2ª Macrorregião de Saúde da Paraíba, que compreende 70 municípios, incluindo Campina Grande,  as notificações dos agravos relacionados à saúde do trabalhador, totalizaram ano passado 391 casos. Neste primeiro quadrimestre de 2018, o CEREST-CG já totaliza 233 notificações em agravo à saúde do trabalhador.Além dos coordenadores, também participaram da reunião os técnicos dos Centros de Referência Estadual (João Pessoa) e Regionais (Campina Grande e Patos). A reunião foi avaliada pela coordenadora do CEREST-CG, Anna Karla Souto Maior, como positiva, tendo em vista a relevância da análise das estatísticas.OS CEREST’s estão estudando estratégias para aumentar as notificações nos municípios, tendo em vista que dos 233, apenas 36 deles notificaram os acidentes e doenças do trabalho no ano passado.
Fonte: http://cerestcg.blogspot.com/2018/08/cerests-analisam-estatisticas-de.html
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Fazer pipoca e outros trabalhos que prejudicam seriamente a saúde

CEREST Pindamonhangaba - sex, 03/08/2018 - 13:41
Trabalhar no processo de produção das pipocas industrializadas acarreta um grave risco à saúde. Tanto é que essa profissão foi incluída numa recente revisão, publicada pela revista científica The Lancet, sobre novas vias de exposição a elementos que geram doenças pulmonares vinculadas ao trabalho. Também os empregados que trabalham nos processos de fracking (uma técnica de exploração de gás e petróleo também conhecida como fraturamento hídrico) ou fabricando telas de cristal líquido correm o risco de sofrer de doenças respiratórias.Mais de 10 centros de pesquisas de vários países participaram dessa revisão científica focada nas doenças respiratórias de causa ocupacional. Dois milhões de trabalhadores morrem por ano devido a acidentes ou doenças no âmbito profissional. A terceira doença mais recorrente é de caráter respiratório. “Queremos conscientizar que há ocupações que, embora afetem pouca gente, têm muita relevância no conjunto, porque prejudicam a saúde”, diz o médico Xavier Muñoz, do serviço de Pneumologia do Hospital Vall d’Hebron, de Barcelona, o único centro espanhol que participou da pesquisa.A pipoca passa por um processamento industrial para lhe dar um sabor específico e facilitar sua conservação. Nesse processo, algumas fábricas empregam um condimento, o diacetil, para conferir um sabor mais amanteigado às pipocas. Para quem come, esse aditivo não acarreta nenhum risco à saúde, mas no ambiente industrial, onde é aplicado a altas temperaturas, “o diacetil se evapora, é inalado e pode afetar os brônquios”. O estudo cita um caso relatado no ano 2000 com oito trabalhadores de uma fábrica de Missouri (EUA) diagnosticados com bronquiolite obliterante (uma infecção nas sub-ramificações dos brônquios). Também foram detectados casos similares em fábricas que produzem uma mistura seca de panificação e em fábricas de chocolates, batatas fritas e bolachas.Mas a questão dos operários das fábricas de pipocas não é o único caso novo exposto pelos pneumologistas nesta revisão. A política técnica do fracking, que consiste em aflorar gás e petróleo do subsolo após destruir a rocha-mãe com o uso de água e produtos químicos a alta pressão, também está causando doenças em alguns trabalhadores. “É especialmente perigoso para os trabalhadores e para pessoas que estão perto de onde se pratica esta técnica, porque, com os ventos, sobe uma poeira com sílica e elementos orgânicos que podem provocar silicose, câncer, asma…”, aponta o pneumologista Muñoz.
Desbotar tecidos para fabricar jeans também é outra prática mais arriscada do que parece. Os especialistas afirmam que algumas fábricas usam um jato de areia que deixa partículas voláteis inaláveis. Foram identificados casos de silicose severa e deterioração na função pulmonar com exposições breves a estas partículas. O sistema de desbotamento (sandblasting, em inglês) é proibido em muitas companhias, mas ainda utilizado em fábricas da China, Bangladesh e Paquistão, onde, segundo o estudo, não há sinais de que será proibido tão cedo.Na fabricação de telas de cristal líquido, usadas em inúmeros aparelhos eletrônicos, os trabalhadores estão expostos ao óxido de índio, um componente que em 2003 foi associado pela primeira vez a um caso de doença pulmonar intersticial (quando o tecido pulmonar se inflama e é danificado). “Também a produção do mármore artificial, um sucedâneo do mármore, leva sílica. Isso é perigoso para o trabalhador quando o molda, mas não para o usuário que depois o tiver na sua casa”, acrescenta o médico.Os pesquisadores também avaliaram o impacto sanitário de velhos conhecidos, como o amianto, um material usado durante boa parte do século XX como material de construção para cobrir edifícios e montar tubulações e telhados. Embora desde os anos 1940 os seus riscos à saúde fossem conhecidos, só em 2005 a União Européia vetou totalmente o seu emprego, mas o mesmo ainda não acontece no Brasil. Os especialistas quiseram reiterar seu caráter nocivo porque, apesar de ter caído em desuso, as enfermidades vinculadas à exposição ao amianto – asbestose (um tipo de fibrose pulmonar), câncer de pulmão e mesoteliomas (tumores de pleura originados causados pelo amianto) – têm um período de latência de até 30 anos. “O pior está por vir. Daqui até 2035 veremos mais casos do que nunca de doenças causadas pelo amianto”, adverte Muñoz.O pneumologista afirma que essa revisão precisa servir para “colocar o problema sobre a mesa”. “É para que fiquemos todos ligados. Cerca de 500.000 pessoas morrem no mundo por doença pulmonar contraída no trabalho. Não se pode baixar a guarda, especialmente os médicos, porque, como há poucos casos, custa relacionar que uma doença surja por causa de algum elemento vinculado ao trabalho. E se complica muito mais quando são agentes desconhecidos, que não vinculamos a essa doença”, afirma o médico.
Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2017/03/23/ciencia/1490298937_947740.html
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Um ano após naufrágio de empurrador, famílias de vítimas se mantêm com pensões previdenciárias

CEREST Pindamonhangaba - sex, 03/08/2018 - 13:24
Viúvas e órfãos dos nove tripulantes que morreram no naufrágio do empurrador CXX da empresa de transporte Bertolini, em 2 de agosto de 2017, em Óbidos, oeste do Pará, ainda não conseguiram receber os créditos referentes as indenizações por acidente de trabalho, danos materiais e morais. Sem os chefes de suas famílias, viúvas e órfãos sobrevivem com os recursos de pensões previdenciárias.Em entrevista coletiva à imprensa santarena na tarde desta quarta-feira (1), em Santarém, oeste do Pará, o advogado Isaac Vasconcelos Lisboa Filho, que representa as famílias, disse que a empresa Bertolini tem se utilizado de todos os meios recursais junto à Justiça, para atrasar o curso dos processos trabalhistas.“Os processos têm como objeto os créditos rescisórios e indenizatório de contratos referentes às indenizações por danos morais e materiais. Hoje a renda dos familiares está sendo garantida por uma pensão previdenciária. Logo no início nós conseguimos pensão previdenciária para as viúvas e os órfãos, eles estão recebendo normalmente”, explicou Isaac Lisboa.Segundo o advogado, como ocorreu acidente de trabalho, a empresa teria que emitir uma CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), assim a pensão seria com base em 100% dos salários recebidos pelos trabalhadores à época do acidente. Como existe um questionamento ainda, e a empresa não emitiu a CAT, apenas uma viúva conseguiu 100% do valor que o marido recebia. As outras viúvas e os órfãos tiveram perdas de 15% a 30% no valor da pensão previdenciária.
Os órfãos terão direito ao recebimento da pensão até completarem 21 anos. Já as viúvas, somente as que têm mais de 40 anos têm direito à pensão vitalícia.Ao todo, sete familiares ajuizaram ações trabalhistas em Santarém, mas a Bertolini questionou a competência, que para ela seria a cidade de Porto Velho, em Rondônia, onde as vítimas assinaram contrato de trabalho. “Uma parte desse processo o juiz entendeu que seria em Porto Velho. Nós recorremos ao tribunal da 8ª Região, em Belém. Três processos foram julgados e o Tribunal entendeu que a competência é de Santarém. A empresa tentou recorrer, mas no dia 31 de julho o tribunal aplicou uma multa na empresa por entender que eles estão procrastinando o processo. A empresa foi condenada por litigância de má fé”, informou Isaac Lisboa.A multa foi fixada em 2% do valor da causa para que a empresa não tente protelar o processo, que deve ser distribuído para a 2ª Vara Trabalhista de Santarém. A expectativa do advogado é de que em no máximo 5 meses haja ao menos uma decisão de 1º grau.“Eu acredito que num curto espaço de tempo as questões trabalhistas, as indenizações se resolvam, porque essa demora tem um efeito nefasto na vida desses familiares. Além de ter a perda dos entes queridos, os familiares ainda têm que ir à Justiça lutar pelos seus direitos”, avaliou o advogado.
Outras açõesDe acordo com Isaac Lisboa, na esfera penal existe uma denúncia feita pelo Ministério Público Estadual na comarca de Óbidos, que a defesa das famílias não teve acesso ainda, mas já solicitou a cópia. Nesse processo serão imputados os crimes.Há também uma ação cível que tramita na Justiça Federal em Santarém, que tinha dois objetos. O primeiro requeria o resgate do empurrador, o que já foi feito. E o segundo é com relação aos danos morais e materiais, que está tramitando.
O naufrágioUm comboio formado por um rebocador e nove balsas da empresa Bertolini afundou no rio Amazonas, próximo ao município de Óbidos, oeste do Pará, depois de bater com um navio da Mercosul que seguia para Manaus, carregado de carga em container, na madrugada do dia 2 de agosto de 2017.No empurrador havia 11 pessoas, sendo 9 tripulantes e dois passageiros. Duas pessoas sobreviveram ao acidente: César da Silva e Euclinger da Silva Costa. Os outros nove morreram.
Fonte: https://g1.globo.com/pa/santarem-regiao/noticia/2018/08/02/um-ano-apos-naufragio-de-empurrador-familias-de-vitimas-mantem-com-pensoes-previdenciarias.ghtml
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Ministério da Saúde lança Protocolo de Distúrbio Vocal relacionado ao trabalho

CEREST Pindamonhangaba - sex, 03/08/2018 - 13:22
Com o objetivo de facilitar a identificação dos casos de Distúrbios de Voz Relacionado ao Trabalho (DVRTs) e orientar ações de Vigilância em Saúde do Trabalhador, o Ministério da Saúde lançou  o Protocolo de Complexidade Diferenciada - número 11: "Distúrbio de Voz relacionado ao Trabalho", no qual o profissional de saúde é orientado sobre todo o processo de identificação diagnóstica, nexo causal e notificação deste agravo no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).
Leia matéria completa em: http://fonopinda.blogspot.com/2018/08/protocolo-de-disturbio-de-voz.html
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CEREST’s ANALISAM ESTATÍSTICAS DE ACIDENTES E DOENÇAS DO TRABALHO

CEREST Regional de Campina Grande - sex, 03/08/2018 - 11:06

Coordenadores dos Centros de Referência Estadual  e Regionais em Saúde do Trabalhador estiveram reunidos ontem, 02, em Campina Grande para apresentação das estatísticas de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, relativas ao período de 2017 e primeiro quadrimestre deste ano. A reunião aconteceu no auditório do CEREST-CG.
Especificamente na 2ª Macrorregião de Saúde da Paraíba, que compreende 70 municípios, incluindo Campina Grande,  as notificações dos agravos relacionados à saúde do trabalhador, totalizaram ano passado 391 casos. Neste primeiro quadrimestre de 2018, o CEREST-CG já totaliza 233 notificações em agravo à saúde do trabalhador.
Além dos coordenadores, também participaram da reunião os técnicos dos Centros de Referência Estadual (João Pessoa) e Regionais (Campina Grande e Patos). A reunião foi avaliada pela coordenadora do CEREST-CG, Anna Karla Souto Maior, como positiva, tendo em vista a relevância da análise das estatísticas.
OS CEREST’s estão estudando estratégias para aumentar as notificações nos municípios, tendo em vista que dos 233, apenas 36 deles notificaram os acidentes e doenças do trabalho no ano passado.



Texto: Ascom – CEREST-CG
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Congresso Brasileiro de Higiene Ocupacional e 25º Encontro Brasileiro de Higienistas Ocupacionais

CEREST Pindamonhangaba - sex, 03/08/2018 - 08:45
Em sua 12ª edição, a Associação Brasileira de Higienistas Ocupacionais (ABHO) realizará nos dias 13 a 15 de agosto, o Congresso Brasileiro de Higiene Ocupacional e o 25º Encontro Brasileiro de Higienistas Ocupacionais, que ocorrerão no Hotel Holiday Inn Parque Anhembi, situado à rua Professor Milton Rodrigues, nº 100, Parque Anhembi – São Paulo – SP.O evento conta com a parceria de instituições e empresas, e apoio da Fundacentro e de outras instituições. Para este ano, o tema será sobre “As ações de Higiene Ocupacional e seu impacto na saúde do Trabalhador”. Assim como as outras edições, a Fundacentro estará presente na abertura e na programação das palestras.No dia 13, a presidente da Fundacentro, Leonice da Paz, estará presente na solenidade de abertura do Congresso, juntamente com o diretor Técnico, Robson Spinelli Gomes. O presidente da ABHO, Osny Ferreira de Camargo e outras autoridades também estarão presentes.Após a abertura, será dado início a palestra tema sobre “As Ações de Higiene Ocupacional e seu Impacto na Saúde do Trabalhador”, com Paul E. Olson, fundador e membro honorário da ABHO e grande incentivador das associações de Higiene Ocupacional na América Latina.
No mesmo dia, o pesquisador aposentado da Fundacentro, Antônio Vladimir Vieira, coordenará o Painel 2 – Agentes Químicos – Avaliação e Controle. O diretor Técnico Robson Spinelli Gomes proferirá palestra abordando o tema “Riscos e Medidas de Controle na Indústria Gráfica”.Já no dia 14, dois pesquisadores aposentados da instituição, Marcos Domingos da Silva destacará os “40 Anos da Portaria nº 3214/1978”; e José Possebon apresentará no Painel 4 – Gestão em Segurança e Saúde no Trabalho, o tema sobre “O Benzeno no Brasil: uma visão global”.No dia 15, o diretor Técnico discutirá sobre “Caracterização da Insalubridade por Radiações”, o qual compõe o Painel 6 – Agentes Físicos.O evento é oferecido aos higienistas ocupacionais brasileiros e estrangeiros que estarão presentes a esses eventos compartilhando experiências e conhecimentos na área de prevenção e controle dos riscos ambientais.
CursosAlém das palestras e conferências, serão oferecidos cursos de atualização em temas de Higiene Ocupacional e a Feira de Produtos e Serviços. Os cursos serão realizados nos dias 10 e 11 de agosto, também ocorrerão cursos com os seguintes temas:Curso 1 – Toxicologia Aplicada ao Reconhecimento de Riscos no PPRACurso 2 – Programa de Conservação AuditivaCurso 3 – Estratégia de Amostragem de Agentes AmbientaisCurso 4 – A Higiene Ocupacional e o e-Social
Veja programação completa em: http://www.abho.org.br/congresso/programa-preliminar-25-ebho-12-cbho/
Inscriçõeshttp://www.abho.org.br/congresso/

Fonte: http://www.fundacentro.gov.br//noticias/detalhe-da-noticia/2018/7/fundacentro-participa-da-12-edicao-do-congresso-brasileiro-de-higiene-ocupacional
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