Mortalidade por intoxicação ocupacional relacionada a agrotóxicos, 2000-2009, Brasil

RESUMO

OBJETIVO:

Estimar o coeficiente de mortalidade por intoxicações ocupacionais relacionadas aos agrotóxicos no Brasil.

MÉTODOS:

Utilizaram-se dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade de 2000 a 2009 referentes aos diagnósticos de intoxicação por agrotóxicos, T60.0-T60.4, T60.8 e T60.9, X48, Y18, e Z578 da CID-10, para a causa básica ou associadas; a natureza ocupacional foi identificada pelo registro no campo <acidente de trabalho>, <circunstância do óbito> e se a <ocupação> era na agropecuária. Foram excluídos homicídios e suicídios. Para cálculo da mortalidade, o número de trabalhadores da agropecuária foi obtido do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, projeções do Sistema de Contas Nacionais.

RESULTADOS:

Foram encontrados registros de 2.052 óbitos por intoxicação por agrotóxicos no Brasil, dos quais 36,2% (n = 743) não continham dados sobre a ocupação. Dentre os 1.309 restantes, 679 (51,9%) eram trabalhadores da agropecuária. A mortalidade por intoxicação ocupacional por agrotóxicos caiu de 0,56/100.000 (2000 a 2001) para 0,39/100.000 (2008 a 2009) entre trabalhadores no período, maior queda entre os homens que entre as mulheres. Os homens tiveram maiores estimativas de mortalidade por esse tipo de intoxicação em todos os anos. A maior parte dos óbitos foi causada por agrotóxicos do tipo organofosforados e carbamatos. O número de óbitos por esse tipo de intoxicação declinou em todas as regiões, exceto no Nordeste.

CONCLUSÕES:

É necessária a melhoria dos registros das declarações de óbito, em especial da ocupação e da relação dos diagnósticos com o trabalho, fundamentais para o controle e prevenção mais adequados para esses acidentes de trabalho. Atenção especial deve ser dirigida à região Nordeste do Brasil.

Palavras-Chave: Praguicidas envenenamento; Mortalidade Ocupacional; Acidentes de Trabalho; Exposição Ocupacional; Condições de Trabalho; Saúde do Trabalhador

RESUMEN

OBJETIVO:

Estimar el coeficiente de mortalidad por intoxicaciones ocupacionales relacionadas con agrotóxicos en Brasil

MÉTODOS:

Se utilizaron datos del Sistema de Informaciones sobre Mortalidad de 2000 a 2009 sobre los diagnósticos de intoxicación por agrotóxicos, T60.0-T60.4, T60.8 y T60.9, X48, Y18, y Z578 de la CID-10, para la causa básica o asociadas; la naturaleza ocupacional fue identificada por el registro en el campo [accidente en el trabajo], [circunstancia de óbito] y si la [ocupación] era en agropecuaria. Se excluyeron homicidios y suicidios. Para el cálculo de mortalidad, el número de trabajadores de la agropecuaria fue obtenido del Instituto Brasileño de Geografía y Estadística, proyecciones del Sistema de Cuentas Nacionales.

RESULTADOS:

Se encontraron registros de 2.052 óbitos por intoxicación por agrotóxicos en Brasil, de los cuales 36,2% (n=743) de los registros contenían datos sobre ocupación. Entre los 1.309 restantes, 679 (51,9% eran trabajadores de la agropecuaria). La mortalidad por intoxicación ocupacional por agrotóxicos cayó de 0,56/100.000 (2000 a 2001) a 0,39/100.000 (2008 a 2009) entre trabajadores en el período, mayor disminución entre hombres que entre las mujeres. Los hombres tuvieron mayores estimaciones de mortalidad por ese tipo de intoxicación en todos los años. La mayor parte de los óbitos fue causada por agrotóxicos de tipo organofosforados y carbamatos. El número de óbitos por este tipo de intoxicación declinó en todas las regiones, excepto en el Noreste.

CONCLUSIONES:

Es necesario mejorar los registros de las declaraciones de óbito, en especial, de la ocupación y de la relación de los diagnósticos con el trabajo, fundamentales para el control y prevención más adecuados para estos accidentes de trabajo. Atención especial debe ser dirigida hacia la región Noreste de Brasil.

Palabras-clave: Plaguicidas, envenenamento; Mortalidad Laboral; Accidentes de Trabajo; Exposición Profesional; Condiciones de Trabajo; Salud Laboral

SANTANA, Vilma Sousa; MOURA, Maria Claudia Peres; NOGUEIRA, Flavia Ferreira e. Mortalidade por intoxicacao ocupacional relacionada a agrotoxicos, 2000-2009, Brasil.Rev. Saúde Pública,  São Paulo ,  v. 47, n. 3, jun.  2013 .   Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102013000300598&lng=pt&nrm=iso>. acessos em  05  nov.  2013.  http://dx.doi.org/10.1590/S0034-8910.2013047004306.