Violência no Trabalho

Tradicionalmente considerava-se agravos relacionados ao trabalho aqueles que pudessem ser relacionados a agentes químicos, físicos, biológicos ou ainda à organização e intensidade do trabalho. A partir da década de 80, contudo, as violência no trabalho passa a receber maior atenção enquanto risco para a saúde dos trabalhadores.

Estudos nos Estados Unidos apontam os homicídios entre as principais causas de mortes relacionadas ao trabalho (CDC, Preventing Homicide in the Workplace ). Estudo realizado em São Paulo, Brasil (Waldvogel, 1999), mostra que os homicídios foram responsáveis pela maior parte dos óbitos por acidente de trabalho (28,4%) entre 1991 e 1992. Dados do Bureau of Justice Statistics revelam, contudo, que os casos fatais representam apenas 0,1% das violências no trabalho (BLS, 2001).

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, considera-se Violência no trabalho situações em que o trabalhador é agredido física, psicológica ou moralmente em circunstâncias relacionadas ao trabalho, implicando em risco para a sua segurança, bem-estar ou saúde.

A OMS reconhece que a violência no trabalho afeta milhões de trabalhadores no mundo todo, tornando-se cada vez mais uma questão de direitos humanos e afetando de forma relevante a eficiência e o sucesso das organizações. OMS: Workplace Violence.

Bibliografia

CAMPOS, A. S. . Violência e Trabalho. In: René Mendes. (Org.). Patologia do Trabalho. 2a ed. Rio de Janeiro: Ed. Atheneu, 2002, v. 2