Assistência na Saúde do Trabalhdor

Fazem parte das atriibuições dos serviços de saúde em nível local (Cadernos de Atenção Básica n.5 - Saúde do Trabalhador)

  • Organizar e analisar os dados obtidos em visitas domiciliares realizadas pelos agentes e membros das equipes de Saúde da Família.
  • Desenvolver programas de Educação em Saúde do Trabalhador.
  • Incluir o item ocupação e ramo de atividade em toda ficha de atendimento individual de crianças acima de 5 anos, adolescentes e adultos.
  • Em caso de acidente ou doença relacionada com o trabalho, deverá ser adotada a seguinte conduta:
    • Condução clínica dos casos (diagnóstico, tratamento e alta) para aquelas situações de menor complexidade, estabelecendo os mecanismos de referência e contrareferência necessários.
    • Encaminhamento dos casos de maior complexidade para serviços especializados em Saúde do Trabalhador, mantendo o acompanhamento dos mesmos até a sua resolução.
    • Notificação dos casos, mediante instrumentos do setor saúde: Sistema de Informações de Mortalidade – SIM; Sistema de Informações Hospitalares do SUS - SIH; Sistema de Informações de Agravos  Notificáveis – SINAN e Sistema de Informação da Atenção Básica – SIAB.
    • Solicitar à empresa a emissão da CAT, em se tratando de trabalhador inserido no mercado formal de trabalho. Ao médico que está assistindo o trabalhador caberá preencher o item 2 da CAT, referente a diagnóstico, laudo e atendimento.
    • Investigação do local de trabalho, visando estabelecer relações entre situações de risco observadas e o agravo que está sendo investigado.
    • Realizar orientações trabalhistas e previdenciárias, de acordo com cada caso.
    • Informar e discutir com o trabalhador as causas de seu adoecimento.
  • Planejar e executar ações de vigilância nos locais de trabalho, considerando as informações colhidas em visitas, os dados epidemiológicos e as demandas da sociedade civil organizada.
  • Desenvolver, juntamente com a comunidade e instituições públicas (centros de referência em Saúde do Trabalhador, Fundacentro, Ministério Público, laboratórios de toxicologia, universidades etc.), ações direcionadas para a solução dos problemas encontrados, para a resolução de casos clínicos e/ou para as ações de vigilância.
  • Considerar o trabalho infantil (menores de 16 anos) como situação de alerta epidemiológico / evento – sentinela.

Bibliografia:

Guia do ACS – O Agente Comunitário de Saúde e o cuidado à saúde dos trabalhadores em suas práticas cotidianas / organizado por Thaís Lacerda e Silva e Elizabeth Costa Dias– Belo Horizonte,
Nescon/UFMG, 2012.

SANTOS, Ana Paula Lopes dos; LACAZ, Francisco Antonio de Castro. Apoio matricial em saúde do trabalhador: tecendo redes na atenção básica do SUS, o caso de Amparo/ SP. Ciênc. saúde coletiva,  Rio de Janeiro,  v. 17,  n. 5, May  2012 .   Available from <http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232012000500008&lng=en&nrm=iso>. access on  30  May  2012.

SANTOS, Alexandre Lima; RIGOTTO, Raquel Maria. Território e territorialização: incorporando as relações produção, trabalho, ambiente e saúde na atenção básica à saúde. Trab. educ. saúde (Online),  Rio de Janeiro,  v. 8,  n. 3, nov.  2010 .   Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981-77462010000300003&lng=pt&nrm=iso>. acessos em  16  out.  2012.  http://dx.doi.org/10.1590/S1981-77462010000300003.

DIAS, Elizabeth Costa; HOEFEL, Maria da Graça. O desafio de implementar as ações de saúde do trabalhador no SUS: a estratégia da RENAST. Ciênc. saúde coletiva,  Rio de Janeiro,  v. 10,  n. 4, Dec.  2005 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232005000400007&lng=en&nrm=iso>. access on  22  Oct.  2012.  http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232005000400007.