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Para contribuir com a melhoria da saúde do trabalhador e da trabalhadora, a Una-SUS/UFMA abre nesta terça-feira (09) inscrições para o curso de capacitação em “Vigilância em Saúde do trabalhador e trabalhadora”. Os interessados podem se matricular até o dia 23 de setembro deste ano.

Nós, trabalhadores, professores, pesquisadores, estudantes e profissionais de diversas áreas como do trabalho, saúde e previdência social denunciamos os retrocessos contidos na Lei 13.429/2017 que sancionou a ampliação da terceirização e nas propostas de reforma trabalhista (PL 6.787/2016) e da previdência social (PEC 287/2016), ambas, em curso no Congresso Nacional. A terceirização aprofunda a redução de salários, a precarização do trabalho e as condições nocivas à saúde dos trabalhadores: oito em cada dez acidentes de trabalho ocorrem entre trabalhadores terceirizados. A lei da terceirização elevará ainda mais a rotatividade, inclusive com a permissão para ampliar o trabalho temporário de 3 para 9 meses, o que inviabiliza o direito ao seguro-desemprego para milhões de trabalhadores, especialmente após o aumento das restrições da lei 13.134 de 2015

O Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP) está fazendo uso de uma ferramenta digital que busca promover a comunicação e a interação entre os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador no Brasil. Por meio da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), a Rede Universitária de Telemedicina (RUTE) - que possui 124 unidades em todo o país e cerca de 60 Grupos de Interesse Especial (SIGs) - oferece serviços de webconferências para seus SIGs.

O Cesteh convida para a Web conferência sobre a Implementação da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora com Karla Baeta, Coordenadora Nacional de Saúde do Trabalhador (Ministério da Saúde), que ocorrerá no dia 28 de março de 2017 com início as 14 horas.

Para assistir, enviar perguntas, dúvidas e sugestões ao vivo é só acessar, no horário da atividade.

A mais nova edição do boletim Fórum Intersidical Saúde - Trabalho - Direito (nov. 2016, ano 2 - nº 15) questiona até que ponto a crise política, partidária, econômica e ética, em vigor no país, afetará a saúde do trabalhador. O editorial demonstra preocupação com o crescimento do desemprego, além da proposta de diminuição dos direitos do trabalhador e a "falência" dos Estados brasileiros.

Profissionais de saúde, sociólogos, poetas, estudantes e uma vontade de pensar e agir em rede. Nos dias 21 e 22 de novembro, foi realizada a Iª Oficina - Rede de Pesquisa em Saúde do Trabalhador. O objetivo do encontro foi dar o primeiro passo para a constituição dessa rede que, ao reunir pessoas de formações e áreas de atuação diversas, discuta os temas mais urgentes que dizem respeito ao mundo do trabalho.

A exposição ao benzeno, substância cancerígena presente nos combustíveis, foi discutida na ENSP durante os dias 23 e 24 de novembro por pesquisadores, técnicos e integrantes dos movimentos sociais. Com foco nos trabalhadores dos postos de gasolina, mas também pensando nos riscos que correm os usuários e a população que vive no entorno dos postos, os debates falaram das legislações que buscam diminuir a exposição ao benzeno.

Silêncioso, invisível e letal. Os riscos à saúde causados pelo benzeno, substância cancerígena presente nos combustívels, há muito são conhecidos pela comunidade científica. Na década de 1990, quando foi instituida a Comissão Nacional do Benzeno, normas regulatórias foram impostas às indústrias químicas e siderúgicas, mas os postos de combustível ficaram de fora. Agora, um anexo foi incluído à legislação para dar conta também da exposição nos postos.

A atual edição do boletim do Fórum Intersindical Saúde - Trabalho - Direito questiona "O que foi feito de vera na Saúde do Trabalhador?", uma vez que trabalhadores continuam morrendo e adoencendo durante o exercício da profissão. A publicação traz a entrevista da pesquisadora Lia Giraldo acerca da sua trajetória na saúde do trabalhador, além do artigo do professor do CEFET/RJ e doutor em saúde pública Haroldo Pereira Gomes sobre as mortes na construção civil. Leia também as seções Perfil Sindical, Trabalhadores Anônimos e Informes.

Os trabalhadores dos postos de gasolina são uma das categorias profissionais mais expostas ao benzeno, substância presente nos combustíveis e considerada cancerígena. O risco de contaminação se dá em ações comuns no cotidiano dos frentistas, como secar a mão em uma estopa e guardá-la no bolso, encher o tanque dos carros acima do "click" (margem de segurança) ou permanecer sem máscara enquanto os reservatórios dos postos são abastecidos. O benzenismo será tema do Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcellos da ENSP (Ceensp) na próxima quarta-feira, 23 de novembro.

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